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Linfedema

 

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Linfedema Primário Precoce, 2 Anos após a última dermolipéctomia Dermolipéctomia feita em duas etapas com retirada de 5 kg de gordura e linfa Linfocintilografia sem a visualização de linfonodos inguinais a direita Linfedema pós retirada de melanoma maligno
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Linfedema hereditário com paquidermia Linfedema pós radioterapia pélvica Linfedema pós-mastéctomia (retirada da mama) Linfedema primário

LINFEDEMA

É o acúmulo de líquidos e proteínas no espaço intercelular conseqüentes a uma patologia primária dos linfáticos ou secundária a outras afecções.

Uma das classificações para os linfedemas é a seguinte:

  1. PRIMÁRIO:
  2. A1- Congênitos

    A1a- Por brida amniótica

    A1b- Familial ou Doença de MILROY

    A1c- Com disgenesia gonadal ou Sindrome de Turner

    A1d- Com pé cavo familial

    A2- Precox ou Precoce - Aparece antes dos 35 anos de idade

    A3- Tarda ou Tardio - Aparece após os 35 anos de idade

     

  3. SECUDÁRIOS:

B1- Pós Filariótico – Transmitido por mosquito.

B2- Pós Tuberculose

B3- Pós Linfangítico - Pós erisipela

B4- Neoplásico ou tumorigênico

B5- Pós traumáticos

B5- Pós Cirúrgico:

B5a- Pós mastéctomia

B5b- Pós esvaziamento linfonodal

B5c- Pós cirurgia plástica

B5d- Pós safenéctomia

B5e- Pós cirurgia arterial

B5f- Pós cirurgia de circulação extracopórea para cirurgia cardíaca

B6- Pós radioterapia

B7- Pós acidentes:

B7a- Pós fraturas

B7b- Pós atropelamentos

B7c- Pós queimadura

B7d- Pós mordedura de animal

B7e- Pós injeção de substâncias irritantes

B8- Por refluxo quiloso-quiledema

B9- Por enteropatia com perda de proteínas

B10- Voluntário – por traumatismo voluntário

B11-Associado:

B11a- Linfofibroedema

B11b- Verrucose Linfostática

A classificação acima é a Cirúrgica e foi colocada como geral por ser a mais abrangente e didática entre todas.

Por brida amniótica – a brida amniótica é um anel de constrição duro normalmente em região medial de perna, assemelhando-se a um torniquete.

 

Familial ou Doença de MILROY – é relacionado a um fator genético autossômico dominante e normalmente as famílias portadoras desta patologia têm vários membros com linfedema que não é remissivo e caracteriza-se pela hipoplasia ou aplasia linfática. – é relacionado a um fator genético autossômico dominante e normalmente as famílias portadoras desta patologia têm vários membros com linfedema que não é remissivo e caracteriza-se pela hipoplasia ou aplasia linfática.

 

Com disgenesia gonadal ou Sindrome de Turner – está relacionado com esta síndrome onde o mais comum é se encontrar o genótipo X0 (20% dos casos), o linfedema não se restringe aos membros sendo comum também no pescoço. – está relacionado com esta síndrome onde o mais comum é se encontrar o genótipo X0 (20% dos casos), o linfedema não se restringe aos membros sendo comum também no pescoço.

 

Com pé cavo familial – existem poucos no mundo e caracterizam-se por Pés Cavus e hipoplasia do sistema linfático superficial – existem poucos no mundo e caracterizam-se por Pés Cavus e hipoplasia do sistema linfático superficial

 

Precox ou Precoce – aparecem após o nascimento e antes dos 35 anos e é caracterizado por hipoplasia do sistema linfático superficial por um desenvolvimento anormal deste. – aparecem após o nascimento e antes dos 35 anos e é caracterizado por hipoplasia do sistema linfático superficial por um desenvolvimento anormal deste.

 

Tarda ou Tardio – Ídem ao anterior após os trinta anos. – Ídem ao anterior após os trinta anos.

 

Pós Filariótico – em nosso meio é causado pela Wulchereria bancrofti que tem como hospedeiro intermediário o Culex fatigans. O parasita obstrui os linfáticos, causando o linfedema. – em nosso meio é causado pela Wulchereria bancrofti que tem como hospedeiro intermediário o Culex fatigans. O parasita obstrui os linfáticos, causando o linfedema.

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Pós Tuberculose – é provocado pela invasão dos linfonodos pela infecção tuberculosa restringindo a drenagem linfática do membro acometido. – é provocado pela invasão dos linfonodos pela infecção tuberculosa restringindo a drenagem linfática do membro acometido.

 

Pós Linfangítico – é conseqüente a inflamação e/ou infecção dos linfático provocando obstrução ou redução do calibre dificultando a drenagem. A linfangite mais comum é a erisipela. – é conseqüente a inflamação e/ou infecção dos linfático provocando obstrução ou redução do calibre dificultando a drenagem. A linfangite mais comum é a erisipela.

Neoplásico ou tumorigênico – é provocado pela invasão dos linfonodos pelas metástases do câncer restringindo a drenagem linfática do membro acometido. – é provocado pela invasão dos linfonodos pelas metástases do câncer restringindo a drenagem linfática do membro acometido.

 

Pós traumáticos – os pós traumáticos são relacionados a cirurgias muito traumáticas que rompem linfáticos diminuindo a drenagem da área acometida. Hoje em dia com as novas técnicas de cirurgia este tipo de linfedema diminuiu muito sua casuística sobrando apenas aqueles devidos a retirada dos linfonodos para tratamento do câncer. – os pós traumáticos são relacionados a cirurgias muito traumáticas que rompem linfáticos diminuindo a drenagem da área acometida. Hoje em dia com as novas técnicas de cirurgia este tipo de linfedema diminuiu muito sua casuística sobrando apenas aqueles devidos a retirada dos linfonodos para tratamento do câncer.

 

Pós radioterapia – a radioterapia pode queimar os linfáticos (além do câncer) diminuindo a drenagem. – a radioterapia pode queimar os linfáticos (além do câncer) diminuindo a drenagem.

 

Pós acidentes – está relacionado com o trauma que provocou seu aparecimento mas resume-se em lesão ou obstrução do linfático. – está relacionado com o trauma que provocou seu aparecimento mas resume-se em lesão ou obstrução do linfático.

 

Por refluxo quiloso-quiledema – é conseqüência da má formação linfática intra abdominal ou intra toráxica que se dilata restringindo a drenagem e levando ao acúmulo de linfa nos membros inferiores. – é conseqüência da má formação linfática intra abdominal ou intra toráxica que se dilata restringindo a drenagem e levando ao acúmulo de linfa nos membros inferiores.

 

Por enteropatia com perda de proteínas – a perda de proteínas nos intestinos faz com que os linfáticos da parede intestinal fiquem dilatados dilatando os dutos linfáticos intra abdominais restringindo a drenagem dos membros inferiores.

 

Voluntário – a pessoa se auto-mutila podendo provocar o linfedema, normalmente são pacientes psiquiátricos que se enfiam pregos, pedaços de madeira, etc. entre os dedos ou na pele das pernas e braços, além disto temos a auto-flagelação indígena. – a pessoa se auto-mutila podendo provocar o linfedema, normalmente são pacientes psiquiátricos que se enfiam pregos, pedaços de madeira, etc. entre os dedos ou na pele das pernas e braços, além disto temos a auto-flagelação indígena.

 

Linfofibroedema – é o linfedema de longa data que provoca um endurecimento de pele e tecido celular subcutâneo por processos inflamatórios consecutivos. – é o linfedema de longa data que provoca um endurecimento de pele e tecido celular subcutâneo por processos inflamatórios consecutivos.

 

Verrucose Linfostática – é o linfedema de longa duração que leva a pele a perder seu brilho e seu aspecto liso formando pequenas elevações que quando se tornam muitas dão o aspecto de pele de elefante que deu origem ao nome ELEFNTÍASE. – é o linfedema de longa duração que leva a pele a perder seu brilho e seu aspecto liso formando pequenas elevações que quando se tornam muitas dão o aspecto de pele de elefante que deu origem ao nome ELEFNTÍASE.

 

 

Segue abaixo um desenho simplificado do sistema de drenagem linfática:

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Diagnóstico:

Do linfedema é feito pelo exame físico e confirmação com a linfocintilografia.

Quanto ao tipo de linfedema faz-se a pesquisa necessária (genética, filariótica, psiquiátrica, etc.) dependendo da anamnese.

 

 

 

 

Tratamento:

Primeiro corrigir o fator causal se possível.

Em casos iniciais ou com linfedema pequeno sem verrucose e com pouco fibredema, só a drenagem linfática feita por médico ou fisioterapeuta competente e o uso de meias elásticas são suficiente.

Nos casos de linfedema peno escrotal a cirurgia com dermolipéctomia tem um mínimo número de recidivas.

Em casos de grandes volumes do membro com restrição funcional sem verrucose e fibredema, faz-se a dermolipéctomia do membro.

 

ESTE TEXTO TÊM A FUNÇÃO DE TIRAR ALGUMAS DÚVIDAS QUE CERTAS PESSOAS POSSUEM SOBRE UMA PATOLOGIA QUE EM NOSSO PAÍS E ATÉ NO MUNDO TEM POUCA DIVULGAÇÃO.

A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA PÁGINA SÓ PODE SER FEITA COM MINHA AUTORIZAÇÃO.

DR. ALBERTO J. KUPCINSKAS JR.

ajkj@ajkj.med.br

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